Estava eu na minha primeira e (por enquanto) única experiência em terra estrangeira. Um novo povo, nova língua, novos hábitos e costumes, novas altitudes e longitudes... e por aí vai.
Estava sentindo-me sufocado, e então pedi um drinque para que pudesse me refrescar. "Um drinque que não tenha teor alcoólico, por favor.". Fui bem claro no meu pedido. Dito isso, ofereceram-me uma beberagem que sorvi rapidamente. Antes que você possa falar 'beligerante' eu capotei. Rocky Balboa mesmo.
Quando dei por mim já era dia, e não havia ninguém ao meu redor. O que seria de se estranhar, pois numa situação dessas, em plena downtown, o mais corriqueiro seria que eu estivesse cercado por curiosos, seja pessoas solícitas, seja os carniceiros de plantão.
Como bom brasileiro que sou, a primeira coisa que fiz foi uma rápida vistoria, para ver se os meus poucos objetos de valor ainda estavam sob o meu poder. E para a minha alegria ( e ao mesmo tempo espanto) estava tudo lá. Nada como estar em terra civilizada. só me restava agora voltar para o meu quarto de hotel.
Iluminado apenas pela luz neon
Essa foi a minha estória? Ou apenas parte dela mesclada a ficção de quinta categoria? Essa é pra pensar na cama, hein?
sábado, 28 de fevereiro de 2009
oba-oba do terceiro
Sexta à noite sem nada para fazer. Encontro-me eu deitado na minha cama lendo algum gibi e escutando rock and roll tradicional, gostosíssimo (o rock).
De repente entra pela janela do meu quarto um rapaz dentro de uma cápsula. Eu, é lógico, não entendo nada. Mas não demora muito para ele se explicar.
- Olá, deixe eu me explicar. Acredite ou não, eu venho do futuro.
- Até aí eu acredito. Sou um cândido. Acredito em tudo que me falem, até que provem o contrário. Mas, continue.
- Pois bem. Para ser mais específico, eu venho do ano 2037. E, para testar esse novo aparelho que está prestes a ser comercializado, eu programei a máquina do tempo para o não remoto pretérito de 2007. É nesse ano mesmo que estamos?
- Sim, sim. Acertastes na mosca.
- É, estou há bem pouco tempo aqui, mas parece-me que não mudou muita coisa de lá para cá.
- É bem pouco tempo para mudanção radicais, né? Mudando de assunto, aceita um confeito?
O mocinho do futuro arregalou os olhos quando eu estendi um Mentos para ele.
- Deixe eu perguntar uma coisa. Você mora sozinho?
- não. Por que?
- Puxa, em 2037 é estritamente proibido o consumo de doces. Para conseguir uma balinha dessas você gasta em torno de 5o a 60 reais novos, o que é uma pequena fortuna, e ainda põe o pescoço em risco.
- Sério? Que lugar mais estranho para se viver. Por outro lado é bom saber, pois assim trato de chupar logo todas as balas que puder, para aproveitar. Mas, afinal, aceitas ou não?
- Hmmm... eu sou um maluco que nunca conheceu, se é que você me entende. E não é porque estou bem distante de casa que vou perder a linha. Não me leve a mal.
- Não, tudo bem. Você quem sabe. Sou como você em relação a determinadas substâncias. Mas, mudando mais uma vez de assunto: aceitas ao menos uma água?
- O que é água
De repente entra pela janela do meu quarto um rapaz dentro de uma cápsula. Eu, é lógico, não entendo nada. Mas não demora muito para ele se explicar.
- Olá, deixe eu me explicar. Acredite ou não, eu venho do futuro.
- Até aí eu acredito. Sou um cândido. Acredito em tudo que me falem, até que provem o contrário. Mas, continue.
- Pois bem. Para ser mais específico, eu venho do ano 2037. E, para testar esse novo aparelho que está prestes a ser comercializado, eu programei a máquina do tempo para o não remoto pretérito de 2007. É nesse ano mesmo que estamos?
- Sim, sim. Acertastes na mosca.
- É, estou há bem pouco tempo aqui, mas parece-me que não mudou muita coisa de lá para cá.
- É bem pouco tempo para mudanção radicais, né? Mudando de assunto, aceita um confeito?
O mocinho do futuro arregalou os olhos quando eu estendi um Mentos para ele.
- Deixe eu perguntar uma coisa. Você mora sozinho?
- não. Por que?
- Puxa, em 2037 é estritamente proibido o consumo de doces. Para conseguir uma balinha dessas você gasta em torno de 5o a 60 reais novos, o que é uma pequena fortuna, e ainda põe o pescoço em risco.
- Sério? Que lugar mais estranho para se viver. Por outro lado é bom saber, pois assim trato de chupar logo todas as balas que puder, para aproveitar. Mas, afinal, aceitas ou não?
- Hmmm... eu sou um maluco que nunca conheceu, se é que você me entende. E não é porque estou bem distante de casa que vou perder a linha. Não me leve a mal.
- Não, tudo bem. Você quem sabe. Sou como você em relação a determinadas substâncias. Mas, mudando mais uma vez de assunto: aceitas ao menos uma água?
- O que é água
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Uma adaga de ninjas orientais
Não sou burro velho, não sou animal escamado, mas se tem uma coisa que eu aprendi nesta vida breve e passageira é que não se pode confiar naqueles que abusam das formalidades.
Não, nunca ponhas as tuas mãos no fogo por uma pessoa dessas! O terno e a gravata bateram o martelo (metafórico até que ponto?) que iniciou muitas e muitas guerras, afligindo a humanidade e a alterando de forma irreversível. São pessoas que sorriem para você, mas que perfuram a sua alma com olhos malvados tão logo você vira as costas.
Sensacionalismo barato? Não, meu amigo. Pode acreditar em cada palavra que eu estou a dizer aqui. Não estou nem mentindo desbragadamente, nem aumentando os fatos, e muito menos repassando informações de fontes duvidosas.
E então você pergunta: o que ganhas dando esse tipo de conselho? Sinto desespero em tuas palavras. Creio que se pudesse ouvir a sua voz ela me revelaria sinais de pranto incessante. Terias largado a misantropia e se entregado de corpo e alma à filantropia? Ou à cromoterapia?
Nem uma coisa nem outra. Apenas passei a me colocar no lugar dos outros, e tentar evitar que os outros passem pelas mesmas situações periclitantes pelas quais tive que passar em determinados dias da minha vida.
Não, nunca ponhas as tuas mãos no fogo por uma pessoa dessas! O terno e a gravata bateram o martelo (metafórico até que ponto?) que iniciou muitas e muitas guerras, afligindo a humanidade e a alterando de forma irreversível. São pessoas que sorriem para você, mas que perfuram a sua alma com olhos malvados tão logo você vira as costas.
Sensacionalismo barato? Não, meu amigo. Pode acreditar em cada palavra que eu estou a dizer aqui. Não estou nem mentindo desbragadamente, nem aumentando os fatos, e muito menos repassando informações de fontes duvidosas.
E então você pergunta: o que ganhas dando esse tipo de conselho? Sinto desespero em tuas palavras. Creio que se pudesse ouvir a sua voz ela me revelaria sinais de pranto incessante. Terias largado a misantropia e se entregado de corpo e alma à filantropia? Ou à cromoterapia?
Nem uma coisa nem outra. Apenas passei a me colocar no lugar dos outros, e tentar evitar que os outros passem pelas mesmas situações periclitantes pelas quais tive que passar em determinados dias da minha vida.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
fala ou não fala com ele?
Com vocês, as palavras do seu Manoel da Padaria:
Está lá? Para que não haja nenhuma confusão, quero deixar bem claro que não tenho nenhuma relação com o ator/personagem principal daquele filme "As aventuras amorosas de um padeiro", ou coisa que o valha. Até porque desde que eu era muito miúdo, isso lá pelo início da década de 50, que eu moro nos Estados Unidos d'Mérica. Vim para cá junto com meus quatro irmãos mais velhos e meus pais, senhor João Romão da Gama Silva, e minha mãe, Maria Alcina de Almeida Magalhães Silva.
E devo confessar que nunca saí daqui dos Estados Unidos, a não ser para ir eventualmente a Portugal visitar meus parentes que lá permaneceram.
Assim que chegamos acá, a primeira coisa que meu pai fez foi abrir uma padaria, com a ajuda de minha mãe e de seus cinco filhos, onde inclui-se a minha persona. No começo era uma birosquinha de nada ou quase nada, mas com o tempo o negócio cresceu a tal ponto que abriu filiais em vários pontos da Califórnia, em cidades como Los Angeles e los Gatos. Mas isso já é outra estória.
O que vos interessa saber é que quando eu já era mais mocinho, mais exatamente aos meus dezessete anos, eu estava voltando de uma entrega que fui fazer para o meu pai quando me deparei com uma barulheira infernal vindo da garagem de uma casa que ficava bem no meio do meu trajeto. Eu, ardoroso fã de bandas como os Rolling Stones e Byrds, não pude deixar de atender a esse chamado selvagem e me senti na obrigação de tocar na campainha da casa para travar contato com essa rapaziada prafrentex.
Esperei o intervalo entre uma música e outra para tocar a campainha.
Não demorou muito abriu-se o portão da garagem e apareceu um sujeito fininho de longas madeixas loiras, perguntando se eu tinha ido para reclamar do barulho. Eu expliquei que não, longe de mim. Como eu também era jovem, fininho e cabeludo, a comunicação ficou bem mais fácil do que o usual, e logo fui convidado para assistir ao resto do ensaio. Não demorou para eu descobrir que a banda se chamava Blue Cheer.
Essa é a minha estória.
Está lá? Para que não haja nenhuma confusão, quero deixar bem claro que não tenho nenhuma relação com o ator/personagem principal daquele filme "As aventuras amorosas de um padeiro", ou coisa que o valha. Até porque desde que eu era muito miúdo, isso lá pelo início da década de 50, que eu moro nos Estados Unidos d'Mérica. Vim para cá junto com meus quatro irmãos mais velhos e meus pais, senhor João Romão da Gama Silva, e minha mãe, Maria Alcina de Almeida Magalhães Silva.
E devo confessar que nunca saí daqui dos Estados Unidos, a não ser para ir eventualmente a Portugal visitar meus parentes que lá permaneceram.
Assim que chegamos acá, a primeira coisa que meu pai fez foi abrir uma padaria, com a ajuda de minha mãe e de seus cinco filhos, onde inclui-se a minha persona. No começo era uma birosquinha de nada ou quase nada, mas com o tempo o negócio cresceu a tal ponto que abriu filiais em vários pontos da Califórnia, em cidades como Los Angeles e los Gatos. Mas isso já é outra estória.
O que vos interessa saber é que quando eu já era mais mocinho, mais exatamente aos meus dezessete anos, eu estava voltando de uma entrega que fui fazer para o meu pai quando me deparei com uma barulheira infernal vindo da garagem de uma casa que ficava bem no meio do meu trajeto. Eu, ardoroso fã de bandas como os Rolling Stones e Byrds, não pude deixar de atender a esse chamado selvagem e me senti na obrigação de tocar na campainha da casa para travar contato com essa rapaziada prafrentex.
Esperei o intervalo entre uma música e outra para tocar a campainha.
Não demorou muito abriu-se o portão da garagem e apareceu um sujeito fininho de longas madeixas loiras, perguntando se eu tinha ido para reclamar do barulho. Eu expliquei que não, longe de mim. Como eu também era jovem, fininho e cabeludo, a comunicação ficou bem mais fácil do que o usual, e logo fui convidado para assistir ao resto do ensaio. Não demorou para eu descobrir que a banda se chamava Blue Cheer.
Essa é a minha estória.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Às ganhas
Dias atrás, ou melhor, há alguns anos atrás, encontrei um antigo amor da minha vida.Estava empurrando um carrinho de bebê. Fiz que não vi e creio que ela também não me reconheceu, mas não pude deixar de sentir uma espécie de alívio.
Alívio pois vai que a gente no passado tivesse engatado em um relacionamento sério...? Vendo a situação por esse prisma, foi melhor mesmo ela ter rido na minha cara à época. Afinal, para quem não sabe, as mulheres são assim. Quando elas querem engravidar ninguém segura. Bate um Pira na cabeça da sujeita, e pra ela pouco importa se é a sua pessoa ou se é o Seu Manoel da padaria quem vai cumprir o dever cívico.
E já imaginaram vocês uma cena dessas? Eu, este que vos fala, pai de família? Com bigode e tudo? Não vou apelar para aquele recurso de que estou na mais tenra idade, pois definitivamente não é o caso. Fato é, e quem me conhece muito bem tá careca de saber disso, que eu nem penso ou planejo uma barbaridade dessas.
E o mundo bem pode se dar por agradecido de eu ser adamante em relação a esse tópico. Afinal, pensem naquele verso da canção popular entoada pelos Titão do Iê Iê Iê : "Proliferação das pestes".
Ela que fique cuidando do galalauzinho dela. Quem pariu Matheus (ou seja lá o nome que o menino ou menina tiver) que o embale. A minha consciência não está nem um pouco culpada, pois eu posso bater com a mão fechada no peito e dizer que eu nunca nem sequer encostei em um fio de cabelo da outrora virgem donzela.
E tenho dito.
Alívio pois vai que a gente no passado tivesse engatado em um relacionamento sério...? Vendo a situação por esse prisma, foi melhor mesmo ela ter rido na minha cara à época. Afinal, para quem não sabe, as mulheres são assim. Quando elas querem engravidar ninguém segura. Bate um Pira na cabeça da sujeita, e pra ela pouco importa se é a sua pessoa ou se é o Seu Manoel da padaria quem vai cumprir o dever cívico.
E já imaginaram vocês uma cena dessas? Eu, este que vos fala, pai de família? Com bigode e tudo? Não vou apelar para aquele recurso de que estou na mais tenra idade, pois definitivamente não é o caso. Fato é, e quem me conhece muito bem tá careca de saber disso, que eu nem penso ou planejo uma barbaridade dessas.
E o mundo bem pode se dar por agradecido de eu ser adamante em relação a esse tópico. Afinal, pensem naquele verso da canção popular entoada pelos Titão do Iê Iê Iê : "Proliferação das pestes".
Ela que fique cuidando do galalauzinho dela. Quem pariu Matheus (ou seja lá o nome que o menino ou menina tiver) que o embale. A minha consciência não está nem um pouco culpada, pois eu posso bater com a mão fechada no peito e dizer que eu nunca nem sequer encostei em um fio de cabelo da outrora virgem donzela.
E tenho dito.
E mora no Plano Piloto
já que estamos falando sobre alimentação, e que tais, vamos nos recordar das famosas anedotas do refresco de maçã.
Um amigo chega para o outro e fala que gosta de comer cebola pois faz tanto bem para o coração quanto pular corda. Ao que o outro responde:
- com essa cara de baterista do Pink Floyd fica fácil dizer uma coisa dessas. Mas com uma coisa eu tenho que concordar: é bem mais aprazível e saudável pular cordas do que escutá-las.
Outra anedota.
Sentados em uma mesinha ao ar livre, enquanto aguardam um frango à passarinho que nunca chega, um animado grupo de amigos começa a contar as suas respectivas histórias. Umas mais sem graça que a outra. O "diz que diz" sem graça só é animado pelo desfile de beldades em frente ao local. A coisa só fica mais agitada quando um sujeito com um pedaço de pau na mão faz questão de beber cerveja de graça.
"E o Zé Latex?", me pergunta você. Ah, ele foi ali tentar pegar uma carona com as mocinhas, mas não conseguirá e logo logo estará de volta para abrilhantar esta nossa noite de zero a zero.
Um amigo chega para o outro e fala que gosta de comer cebola pois faz tanto bem para o coração quanto pular corda. Ao que o outro responde:
- com essa cara de baterista do Pink Floyd fica fácil dizer uma coisa dessas. Mas com uma coisa eu tenho que concordar: é bem mais aprazível e saudável pular cordas do que escutá-las.
Outra anedota.
Sentados em uma mesinha ao ar livre, enquanto aguardam um frango à passarinho que nunca chega, um animado grupo de amigos começa a contar as suas respectivas histórias. Umas mais sem graça que a outra. O "diz que diz" sem graça só é animado pelo desfile de beldades em frente ao local. A coisa só fica mais agitada quando um sujeito com um pedaço de pau na mão faz questão de beber cerveja de graça.
"E o Zé Latex?", me pergunta você. Ah, ele foi ali tentar pegar uma carona com as mocinhas, mas não conseguirá e logo logo estará de volta para abrilhantar esta nossa noite de zero a zero.
Coringão sem pernoca
Constatou-se que estamos ficando cada vez mais americanos. Por americanos entenda-se aqueles nascidos nos Estados Unidos da América. Há mais de quarenta anos atrás era para nós uma grande lástima o fato de não comer como americanos. Hoje isso não acontece mais, tanto para o bem quanto para o mal. Será que dEUS deve salvar ou não a uva passa trangênica?
Até Entraram em greve apesar daquele famoso filme publicitário estrelado por Oscar Schmidt. E? Aí que... não te lembras do famoso apelido dele? O Mão Santo.
Olha, agora não adianta a choradeira, nem botar as mãos na cabeça e gritar que estamos entregando o nosso país de bandeja. Quem mandou votar no Fernando Collor? Quem mandou votar no Getúlio Vargas? Quem mandou votar no Prudente de Moraes? Quem mandou votar no Costa Filho? Quem mandou votar no Ernesto Geisel? Quem mandou votar no Emílio Gastarrazzu Medici no Segundo turno? Era melhor ter votado no Pato Donald, no Grande Otelo, ou no Carlos Drummond de Andrade.
Até Entraram em greve apesar daquele famoso filme publicitário estrelado por Oscar Schmidt. E? Aí que... não te lembras do famoso apelido dele? O Mão Santo.
Olha, agora não adianta a choradeira, nem botar as mãos na cabeça e gritar que estamos entregando o nosso país de bandeja. Quem mandou votar no Fernando Collor? Quem mandou votar no Getúlio Vargas? Quem mandou votar no Prudente de Moraes? Quem mandou votar no Costa Filho? Quem mandou votar no Ernesto Geisel? Quem mandou votar no Emílio Gastarrazzu Medici no Segundo turno? Era melhor ter votado no Pato Donald, no Grande Otelo, ou no Carlos Drummond de Andrade.
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