Naquela época tínhamos apenas dois televisores em casa. Um ficava na sala, que era o aparelho pra "batição", pra toda hora. Uma pequeno televisor "pretibranco", como diriam alguns. No quarto dos meus pais ficava o bom e velho televisor a cores e valvulado. Uma caixa imensa (pelo menos para os meus olhos de petiz) de madeira, que levava o que parecia meia eternidade até que finalmente aparecesse a imagem no seu tubo. Só tinhamos direito de usar esse aparelho em grandes ocasiões, como filmes do Superman e os Vesperais de Sábado da Rede Manchete.
Não era raro uma coisa me intrigar. Vez por outra eu tinha a estranha impressão de que o televisor da nossa sala, o "pretibranco", ficava com uma ou outra mesclados às suas cores básicas de praxe. Às vezes um pouco de vermelho, outras alguns sombreados de azul. Ter que ver todos os meus programas favoritos (que não eram poucos , acreditem) sempre assim, sem as suas verdadeiras cores, era uma verdadeira chateação para mim. Imaginem uma pobre criança com pouco mais de meia dúzia de primaveras, tendo que vibrar e torcer pelos seus heróis sem nem mesmo ter certeza das cores das roupas que eles estão a usar, por exemplo.
Pouco me importaria se a televisão National da casa dos outros estava ou não virando Panasonic! O que eu queria mesmo, do fundo do meu pequeno coração, era que o nosso aparelho televisor virasse um aparelho a cores...
terça-feira, 7 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
Ad Eternum
Ah, que cada hora sem ela para mim equivale a um dia inteiro.
E cada mancada que dou retumba em minha cabeça como uma catátrofe.
Amor em grande quantidade, amor para sempre.
Que signifique a vida para mim, até o fim.
Ah, age de forma eficaz, transformando todo o resto em coisa nenhuma.
Traz a paz para o meu coração aflita, significando tudo para mim.
Se te dou trabalho fazendo ligar o seu PC, conectar, e coisa e tal,
peço desculpas, eu não conseguiria dormir sem que antes tivesses lido isso.
E cada mancada que dou retumba em minha cabeça como uma catátrofe.
Amor em grande quantidade, amor para sempre.
Que signifique a vida para mim, até o fim.
Ah, age de forma eficaz, transformando todo o resto em coisa nenhuma.
Traz a paz para o meu coração aflita, significando tudo para mim.
Se te dou trabalho fazendo ligar o seu PC, conectar, e coisa e tal,
peço desculpas, eu não conseguiria dormir sem que antes tivesses lido isso.
Veja bem se é GE
Hoje em dia o bom é ser desligado. Andar meio desligado, que seja. Quanto mais desligado melhor. Quero dizer no sentido de ligar aparelhos elétricos, acender lâmpadas. Fazer isso o mínimo possível.
O planeta agradece.
O planeta agradece.
copos sujos
E qual não foi a surpresa da Caíque quando tocam a sua campainha? Encontra o seu amigo, vulgo Juninho. Até aí nada demais, afinal esses dois estavam sempre se encontrando. O toque de elegância eu deixo para este momento ( que ainda não é o fim, para onde geralmente deixamos os toques de elegância). Juninho não estava sozinho. Escondida agachandinha no lado de fora do muro da casa de Caíque estava Carlota Valdez.
Ah, sim, Carlota Valdez, perfeitamente... mas, afinal, quem seria Carlota Valdez?
Carlota valdez não é só o nome de uma canção popular de uma banda de Seattle chamada Harvey Danger. É também o nome da primeira namoradinha de Caíque. A guria em questão acabou mal falada entre os familiares de Caíque depois que ela se mudou para a Islândia e antes que vocô possa falar "lápis" ela arrumou um namoradinho por lá. Vai saber se esse "um" aqui tem a qualidade de numeral cardinal ou de artigo indefinido, no sentido de, digamos, um e outro.
Mas Caíque pouco se importou. Como bom jovem do século XXI, ele acha esses leros de possessão de quem se ama e de ciúmes uma transa pra lá de draculesca. E continuou amando Carlota Valdez. Tanto é que, tal qual um boneco, abriu um sorriso de orelha a orelha, expondo todo o seu teclado, logo que reencontrou a tal guria. Apesar de todo esse papelão, de ela aparecer escondida no muro de Caíque, e ainda mais acompanhada de Juninho...
Ainda bem que Caíque não parou para somar dois mais dois.
Ah, sim, Carlota Valdez, perfeitamente... mas, afinal, quem seria Carlota Valdez?
Carlota valdez não é só o nome de uma canção popular de uma banda de Seattle chamada Harvey Danger. É também o nome da primeira namoradinha de Caíque. A guria em questão acabou mal falada entre os familiares de Caíque depois que ela se mudou para a Islândia e antes que vocô possa falar "lápis" ela arrumou um namoradinho por lá. Vai saber se esse "um" aqui tem a qualidade de numeral cardinal ou de artigo indefinido, no sentido de, digamos, um e outro.
Mas Caíque pouco se importou. Como bom jovem do século XXI, ele acha esses leros de possessão de quem se ama e de ciúmes uma transa pra lá de draculesca. E continuou amando Carlota Valdez. Tanto é que, tal qual um boneco, abriu um sorriso de orelha a orelha, expondo todo o seu teclado, logo que reencontrou a tal guria. Apesar de todo esse papelão, de ela aparecer escondida no muro de Caíque, e ainda mais acompanhada de Juninho...
Ainda bem que Caíque não parou para somar dois mais dois.
Baquetas malandras
Será a explosão hormonal da adolescência, assim como a fúria típica dessa idade, bem recompensada? Vejamos o "causo" abaixo. Para não comprometer nenhuma das partes envolvidas usaremos "nomes de guerra".
Caqui era um adolescente com todo o fulgor da juventude. uma exploasão ambulante, poderíamos dizer. Apaixonou-se pelas curvas de Flávia Verônica, que segundo Caqui eram mais do que bem desenvolvidas para a sua idade. Mas é lógico que ele não usou essas expressões para defini-la. Foi de "filezão" pra baixo, E bota baixo nisso...
É importante ressaltar que Flávia Verônica é amiga inseparável da irmã de Caqui, Ollie Via - que, ouso dizer, é uma verdadeira boneca, nos melhores moldes pernambucanos. Vale falar esse fato pois foi através de Ollie Via que Caqui soube de algo que o deixou deveras decepcionado, mais até mesmo do que Raul Seixas naquela sua canção popular. Com Corcel 73 e tudo.
Dia desses Caqui chegou em casa falando alto para quem quisesse ouvir, exaltando os atributos físicos de Flávia Verônita. Mas logo Ollie Via foi jogando um balde de água geladíssima nas fantasias de Caqui, ao revelar que, por debaixo da blusa, por dentro de seu soutien, Flávia Verônica usava, acreditem vocês, meias, para que ficasse mais vistosa perante os guris.
Mas como Caqui é um espírito superior, não deixou com que essa estranha notícia abalasse os seus nobres (até que ponto?) sentimentos para com Flávia Verônica.
Ficamos por aqui. Não vamos acompanhar a vida dessa gente em idade de crescimento, pois não se trata de um folhetim.
Caqui era um adolescente com todo o fulgor da juventude. uma exploasão ambulante, poderíamos dizer. Apaixonou-se pelas curvas de Flávia Verônica, que segundo Caqui eram mais do que bem desenvolvidas para a sua idade. Mas é lógico que ele não usou essas expressões para defini-la. Foi de "filezão" pra baixo, E bota baixo nisso...
É importante ressaltar que Flávia Verônica é amiga inseparável da irmã de Caqui, Ollie Via - que, ouso dizer, é uma verdadeira boneca, nos melhores moldes pernambucanos. Vale falar esse fato pois foi através de Ollie Via que Caqui soube de algo que o deixou deveras decepcionado, mais até mesmo do que Raul Seixas naquela sua canção popular. Com Corcel 73 e tudo.
Dia desses Caqui chegou em casa falando alto para quem quisesse ouvir, exaltando os atributos físicos de Flávia Verônita. Mas logo Ollie Via foi jogando um balde de água geladíssima nas fantasias de Caqui, ao revelar que, por debaixo da blusa, por dentro de seu soutien, Flávia Verônica usava, acreditem vocês, meias, para que ficasse mais vistosa perante os guris.
Mas como Caqui é um espírito superior, não deixou com que essa estranha notícia abalasse os seus nobres (até que ponto?) sentimentos para com Flávia Verônica.
Ficamos por aqui. Não vamos acompanhar a vida dessa gente em idade de crescimento, pois não se trata de um folhetim.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
O fino da capilaridade circular
DEPOIS DE TANTOS ANOS DE EVOLUÇÃO INDUSTRIAL E TECNOLÓGICA... ERA SÓ O QUE FALTAVA. AGORA AS MÁQUINAS, EM ESPECIAL OS COMPUTADORES, RESOLVERAM ADQUIRIR VONTADE PRÓPRIA! ASSIM NÃO SE PODE VIVER!
PRIMEIRO FORAM AS MULHERES. ALGUÉM BOTOU NAS CABEÇAS DELAS (REALIZEM, ELAS NUNCA CHEGARIAM A UMA CONCLUSÃO DESSAS SOZINHAS, NEM QUE LEVASSEM GERAÇÕES INTEIRAS CONCATENANDO COM ESSES PENSAMENTOS) QUE ELAS NÃO SÓ PODERIAM COMO DEVERIAM VOTAR, TRABALHAR FORA DE CASA, E ATÉ MESMO EXIGIR O DESQUITE CASO SE SENTISSEM SUFOCADAS NO MATRIMÔNIO. AH, SE EU PEGO O RESPONSÁVEL POR ESSE MOTIM...
AS MÁQUINAS DEVERIAM SE DAR POR SATISFEITAS PELO FATO DE NÃO EXIGIRMOS DELAS CERTOS SERVIÇOS QUE DELEGAMOS ÀS MULHERES, EM UM GESTO SOBERANO DE CARIDADE POR ESSAS POBRES COITADAS, COMO, POR EXEMPLO, LAVAR ROUPAS NO TANQUE DE PEDRA.
E QUER SABER POR QUE LIVRAMOS A CARA (SIC) DAS MÁQUINAS EM RELAÇÃO A ISSO? PELO ÓBVIO ULULANTE FACTO DE QUE , SE ELAS SE EMPENHASSEM NESSA TAREFA, CERTAMENTE ENFERRUJARIAM OU DARIAM CURTO CIRCUITO EM POUQUÍSSIMO TEMPO.
(o trecho acima foi extraído do livro "Calça Corsário", do escritor húngaro Franziescque Buartzwmann-Rollanz. Tradução livre de Maitê Proença)
PRIMEIRO FORAM AS MULHERES. ALGUÉM BOTOU NAS CABEÇAS DELAS (REALIZEM, ELAS NUNCA CHEGARIAM A UMA CONCLUSÃO DESSAS SOZINHAS, NEM QUE LEVASSEM GERAÇÕES INTEIRAS CONCATENANDO COM ESSES PENSAMENTOS) QUE ELAS NÃO SÓ PODERIAM COMO DEVERIAM VOTAR, TRABALHAR FORA DE CASA, E ATÉ MESMO EXIGIR O DESQUITE CASO SE SENTISSEM SUFOCADAS NO MATRIMÔNIO. AH, SE EU PEGO O RESPONSÁVEL POR ESSE MOTIM...
AS MÁQUINAS DEVERIAM SE DAR POR SATISFEITAS PELO FATO DE NÃO EXIGIRMOS DELAS CERTOS SERVIÇOS QUE DELEGAMOS ÀS MULHERES, EM UM GESTO SOBERANO DE CARIDADE POR ESSAS POBRES COITADAS, COMO, POR EXEMPLO, LAVAR ROUPAS NO TANQUE DE PEDRA.
E QUER SABER POR QUE LIVRAMOS A CARA (SIC) DAS MÁQUINAS EM RELAÇÃO A ISSO? PELO ÓBVIO ULULANTE FACTO DE QUE , SE ELAS SE EMPENHASSEM NESSA TAREFA, CERTAMENTE ENFERRUJARIAM OU DARIAM CURTO CIRCUITO EM POUQUÍSSIMO TEMPO.
(o trecho acima foi extraído do livro "Calça Corsário", do escritor húngaro Franziescque Buartzwmann-Rollanz. Tradução livre de Maitê Proença)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Dizer o quê? Pra quem? Quando? E por quê?
"E você ousa pensar que eu me
darei ao trabalho de descer daqui do
meu Monte Olimpo, abrir mão de
minha fleugma, para trocar vocábulos
com a sua pessoa. Tem graça, hein? Mas
nem que, após eu fazer isso, eu fosse conduzi -
do de volta para cá sobre asas de um
Albatroz, ou então de um abetouro"
(Marcos mena)
Rogério d'Águas, à época recém chegado de Coimbra, estava repousado tranqüilamente na praia de algum daqueles bairros da Zona Sul carioca (sempre...), tocando um fado no seu violão, quando chega um grupo de jovens com aquele jeito de descolados. Entre eles estava um rapaz que dizia fazer e acontecer. Comeu fulana, compôs tal música que tal cantor popular cantava na rádio, em programa patrocinado pelas balas Fruna... Nelsinho era o seu nome.
Dentre esse grupo de jovens havia também um jovem rapaz de traços finos, rosto querubínico, jeito muito tímido, e grandes olhos cor de ardósia. Francesco Buarche Jeronimous Bosch III.
Nelsinho, escandaloso como ele só, praticamente implorou para que Rogério d'Águas emprestasse por breves minutos a sua usina de belas melodias para que o jovem rapaz paulistano desse uma rápida amostra do seu talento. Rogério d'Águas , a fins de se enturmar nessa turma aparentemente tão bacana, aceitou o pedido.
A voz do menino era um suplício, é verdade. Mas por alguma razão, aquela montoeira de rimas de "ão" com "ão" teve como resultado a atração de várias moças, uma mais bonita que a outra, que pareciam brotar do chão. Foi a gota d' água. E por falar nisso...
Rogério d'Águas, muito irritado, pegou de volta o seu Del Vecchio, praguejou até não poder mais, e sentou-se ao lado do jovem Parreira, que comia uvas.
darei ao trabalho de descer daqui do
meu Monte Olimpo, abrir mão de
minha fleugma, para trocar vocábulos
com a sua pessoa. Tem graça, hein? Mas
nem que, após eu fazer isso, eu fosse conduzi -
do de volta para cá sobre asas de um
Albatroz, ou então de um abetouro"
(Marcos mena)
Rogério d'Águas, à época recém chegado de Coimbra, estava repousado tranqüilamente na praia de algum daqueles bairros da Zona Sul carioca (sempre...), tocando um fado no seu violão, quando chega um grupo de jovens com aquele jeito de descolados. Entre eles estava um rapaz que dizia fazer e acontecer. Comeu fulana, compôs tal música que tal cantor popular cantava na rádio, em programa patrocinado pelas balas Fruna... Nelsinho era o seu nome.
Dentre esse grupo de jovens havia também um jovem rapaz de traços finos, rosto querubínico, jeito muito tímido, e grandes olhos cor de ardósia. Francesco Buarche Jeronimous Bosch III.
Nelsinho, escandaloso como ele só, praticamente implorou para que Rogério d'Águas emprestasse por breves minutos a sua usina de belas melodias para que o jovem rapaz paulistano desse uma rápida amostra do seu talento. Rogério d'Águas , a fins de se enturmar nessa turma aparentemente tão bacana, aceitou o pedido.
A voz do menino era um suplício, é verdade. Mas por alguma razão, aquela montoeira de rimas de "ão" com "ão" teve como resultado a atração de várias moças, uma mais bonita que a outra, que pareciam brotar do chão. Foi a gota d' água. E por falar nisso...
Rogério d'Águas, muito irritado, pegou de volta o seu Del Vecchio, praguejou até não poder mais, e sentou-se ao lado do jovem Parreira, que comia uvas.
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