sábado, 7 de março de 2009

areia movediça

Laura Finnochiaro (acho que é assim que se escreve o nome dessa criatura)...é brincadeira... a que ponto chegamos, hein, meus camaradas? Inutilidade sem tamanho. Uma ameba em forma humana, ou quase isso. Alguém aí se lembra da sua apresentação no Rock in Rio II? Infelizmente eu me lembro disso. Infelizmente pois foi uma daquelas coisas das quais a gente deveria se esquecer o mais rápido o quanto for possível. E se por acaso alguém souber ou se lembrar da soletração correta do nome dessa criatura, por favor pode me mandar para cá mesmo em forma de comment, a fins de que eu possa botar o seu nome grafado corretamente na boca do sapo, e em outros rituais de umbanda, quimbanda, e outras sortes de magia negra e feitiçaria pesada e pra lá de carregada.

Eu, por minha vez, farei a minha parte e pesquisarei no Altavista, com o intuito pura e simplesmente de confirmar essas e outras informações referentes a essa artista de gosto pra lá de duvidoso. Inclusive para saber como ela está se saindo nestes dias atuais. Comendo a cavaca que o diabo amassou, espero eu. Assim faço eu votos. Eu sei que teve uma artista que os jornais, logo após ao Rock in Rio II, informaram que havia contraído o infame vírus do HIV. Agora sinceramente não me recordo se foi ela ou não. Adriana Calcanhoto eu sei que não foi. Perdoem a minha inexatidão dos fatos. Afinal, já se passaram nada mais nada menos que dezesseis primaveras e outonos de lá para cá.

Além da calamidade ambulante que era a sua música e suas performances supostamente espirituosas, uma das poucas coisas das quais me lembro é de que ela é proveniente do Sul do nosso imenso e muy qurido brazil, se não me engano da cidade de São Sebastião de Porto Alegre, para ser mais específico. O que deve ser uma grande de uma lástima para essa cidade que jpa nos deu tantas alegrias, e já arrancou tantos suspiros de nossos peitos arfantes e sibilantes. Agora imaginem se a cidade em questão fosse nova Hamburgo? Barbaridade!

abraças o voador

Hoje de manhã bem cedo, enquanto tomava o meu banho matinal, encontrei-me em mais uma daquelas reflexões inúteis e de gosto duvidoso: quem teria menos qualidade musical, o Metrô ( o conjunto musical, não o meio de transporte metropolitano) ou o Kid Abelha e os Abóboras Selvagens?

À primeira vista esse tópico parece um tanto quanto hediondo, e o fato é que por mais que se reflita sobre o assunto, hediondo ele continua a ser. A que conclusão cheguei pensando sobre o assunto?

A conclusão a que cheguei é que os dois conjuntos (oitentamente falando) são a mesma porcaria. Musical e esteticamente fica difícil saber onde termina um e começa o outro. Mas as pessoas tendem a detonar o Kid Abelha e os Abóboras Selvagens e elevar o Metrô à categoria de cult pelo fato do segundo conjunto (oitentamente falando) ter interrompido a sua carreira ainda naqueles tempo hoje remotos, enquanto que o Kid Abelha e os Abóboras Selvagens seguiram em frente, sofrendo a ação do tempo (que não costuma dar refresco para ninguém, muito menos para os músicos populares).

Não estou aqui defendendo o Kid Abelha e os Abóboras Selvagens. Longe de mim! Quero mais é que eles se explodam. Mas, pensem bem em como estaria o Metrô caso eles não tivessem parado e a vocalista não tivesse posto na cabeça que prefere vender pastel na feira do que voltar a cantar com o conjunto (oitentamente falando). Será que se isso tivesse acontecido haveria bandecas por aí hoje levando cover deles? Quem leva cover do Kid Abelha e os Abóboras Selvagens? Se vocês souberem de algum conjunto que o faça, por favor não me diga.

Podemos levar essa reflexão para rumos musicais muito mais nobres e relevantes. Por exemplo. Como estaria o Jimi Hendrix hoje em dia? E o Jim Morrison? E o Stewart Sutcliffe?

E digo mais. E se o Chico Buarque tivesse morrido em um acidente de carro na Lagoa em 1968? Pensem na cama em relação a isso.

quinta-feira, 5 de março de 2009

laranjágua

- Então, prossigo. Seguirei entre aspas, ok?

" Comecei a minha gira mundial no Brasil, mais exatamente na cidade de Barretos. Eu estava passeando inocentemente quando vi uma grande tabuleta onde lia-se Vaquerama. associei logo ao gado bovino e , como bom indiano, fui lá ver este que na minha mente seria um festival de exaltação às virtudes desse tipo de gado. Tal como costuma ocorrer em festejos no meu país de origem.

Mas fiquei deveras desgostoso com o que vi. A forma cruel como esses sagrados animais eram tratados. Posso traçar uma semelhnça entre o desgosto sentido por Ravi Shankar em 1967 no festival de Monterrey, em outro país que não é o Brasil, ao ver Peter Dennis Blandford Townshen e James Marshall Hendrix destruindo as suas guitarras sobre o palco.

Fiquei tão injuriado que no dia seguinte a primeira ocisa que fiz foi dirigir-me ao aeroporto para comprar passagens para me livra dessa bárbarie. Viajei para a Espanha. Me arrependi. Pra que?... Ai, ai..."

Ole

quarta-feira, 4 de março de 2009

apepe apepe

- Sabe? Eu não gosto desse você hipotético.

- Como é que é? Você não gosta de mim?

- Não, você não me entendeu. Eu quero dizer desse "você" que as pessoas usam a torto e a direito. Por exemplo: quando você tá perto de entrar de férias você pira.

- Ah, eu piro mesmo.

- Bom, isso é o que eu menos importo. Você me entendeu?

- Sim, sim, eu só estava aproveitando um chiste. Por exemplo: quando você é indiano você tem as vacas como animais sagradas. Acertei?

- Sim, é exatamente isso mesmo. Aproveitando mais um chiste, se você diz isso para mim até soa menos hipotético, já que de fato eu sou indiano.

- Ah, isso é um fato. Mas agora me conte sobre as suas viagens pelo mundo.

- Tudo bem. Abrirei parênteses e contarei na terceira pessoa do singular, como um bom selvagem.

- E se você fizesse essa narrativa na terceira pessoa do plural, como seria?

- Bom, aí eu pareceria o canhoto, que fala através de várias pessoas.

- Entendi. Como o Pelé, o Ringo Starr e Rodolfo García, o baterista da excelente banda argentina Almendra?

- Não esse tipo de canhoto. Usei um eufemismo para me referir ao inimigo.

- Ah, sim, captei.

- Então, prossiga.

terça-feira, 3 de março de 2009

Um chico buarque Qualquer

Você me fez beber cachaça. E também me fez fumar cigarros mentolados, daqueles que deixam um gostinho refrescante na boca.
Você fez com que eu me transformasse em uma antítese de mim mesmo, e não apenas por causa dessas e de outras mudanças nos meus hábitos seculares.
Você brinca com os sentimentos dos outros, e fez exatamente o mesmo comigo. E acha que tudo vai ficar por isso mesmo. Será que vai mesmo? Eu, de todo o coração, adoraria que não.
Você transforma a vida dos outros em pura desgraça com um mero estalar de dedos. Faz com que o coração dessas pessoas palpite em ritmo desesperado, e nada faz para que haja algum conforto e alívio para essas pobres almas.
E agora quer jogar esse mesmo jogo sujo comigo? Ah, mas não vai mesmo! Sinto muito, estás perdendo o seu tempo se pensas uma coisa dessas. Aqui você não encontrará um alvo fácil. Aqui não é o seu lugar. Aqui quem manda é a minha pessoa. Você é uma eterna forasteira neste território hostil. Você tem vinte e quatro horas para deixar esta cidade deserta do meu coração, e nem um segundo a mais.

23:59:59
23:59:58
23:59:57

Começou a minha contagem regressiva. Acho bom você não continuar aí parada. Esta cidade é pequena demais para nós dois. E assim o seria de qualquer maneira, mesmo que fosse a cidade do México e tivesses uma Fuca.

segunda-feira, 2 de março de 2009

vodna postelja

Hoje eu acordei com vontade de comer corvina. Vê se não pensa besteira. Garanto que boa parte desse estranho desejo se deve à tabuleta que eu vi enquanto fazia a minha caminhada matutina em direção ao abate... quer dizer, ao trabalho.

a tal tabuleta mencionava também outras sortes de peixes, mas por alguma razão foi o nome da corvina que mais me chamou a atenção. E é com muita vergonha da minha própria ignorância que eu, garoto criado na cidade grande, devo confessar que nem sei se alguma vez na vida já comi uma corvina. Ou seja, pode ser que eu tenha comido uma no meu almoço na quinta-feira passada e nem saiba.

O dia começou, já está a poucos minutos de terminar, e a conclusão da estória é que eu acabei nem comendo o tal pescado. Isos chega a me deixar até raivoso, com perdão do exagero.

ò, Spinetta! Será que soubeste realmente conduzir com maestria a sua carreira musical ao longo de todos estes anos? Fato é que poucos sobreviveram dignamente aos mal fadados anos 80. Será que você é um dos poucos afortunados? Pergunta-te a ti mesmo antes de dormir, com toda a pompa e pleonasmos a que tiver direito. Y no olvides de cumprar el dyario y tambien dulce de leche.

E tudo vai mal. e aí, neste país nada distante, ond eum pouco de mim ficou, espero ansiosamente para que eu retorne e busque de volta?

Teriam as Diretas Já ajudado a sepultar de vez o bom senso danossa tão alardeada música popular? Hein, Chico Buarque? Olha a horda, rapaz, olha a horda! É bonito isso? Vai pegar um violino ou um cavaquinho e sair por aí de bicicleta na beira da praia? o arrealismo que até a televisão tem pudores de fantasiar. Vocês são piores do que qualquer superstar que vocês mesmos criticam.

Dizer que vocês não valem nem o sal que comem chega a ser delicadeza. Vocês não valem nem o papel higiênico que usam. Depois que ele é usado, diga-se de passagem. Vocês não valem absolutamente nada. Aliás, ficam até devendo. Só assim.

Não pagarás a minha liberdade com rodas de samba, saraus literários e coisas assim. Eu leio Mad. Eu pego vídeo dos Trapalhões no You Tube. Eu escuto rock and roll de verdade. Eu pego duas conduções pra ir a muitos dos lugares aonde tenho que ir, e nem por isso fico choramingando, até me divirto.

E você? Passa do túnel sem que verta um tímida lágrima de tua face?

domingo, 1 de março de 2009

o momento em que o fogo fica verde

Tive notícias de que o meu grande amigo do peito, o Chiquinho, estava impossibilitado de sair de casa. Numa atitude solidária, fui ao aconchego do seu lar fazer uma visita, a fim também de levar um pouco de conforto para o seu coração aflito.

Não sei exatamente de que mal estava acometido o meu amigo, mas fato é que afetou as suas cordas vocais , que já não eram das mais privilegiadas. Assim combinamos que eu falaria e ele, para me responder, escreveria o que queria me dizer com um lápis na sua caderneta grená. Caderneta essa que se falasse... deixa quieto!

Estamos lá conversando. Para cada sentença quase monossilábica digna de Mário Gomes que eu soltava (conversa de corretor de seguros mesmo, fazer o que?) o meu amigo Chiquinho rebatia com páginas e páginas, levando um tempo para transpor todos aqueles garranchos para o papel. Uma coisa eu devo reconhecer. Chiquinho é mesmo um gênio da raça. Não tenho como discordar dos professores de Literatura Brasileira. Não sei por que cargas de água esse homem ilustre não está na Academia Brasiliana de Beletrismo. E o Paul Rabbit lá... coisas da vida, já dizia o saudoso Milton Mascimento.

A cabeça de Chiquinho fervilhava. Parecia a mente inquieta de George Orwell em pleno período de criação de 1984. Percebiam-se as fagulhas saindo de seus olhos cor de ardósia. Senão, vejamos um dos trechos rabiscados pelo meu amigo:

"Sabe, eu sofri muito com a minha separação da marieta. Um amigo me disse que seria uma boa eu adotar um cachorro, ou comprar um peixe. E foi o que eu fiz, a segunda opção. Fui lá, o seu Manoel enrolou com todo o carinho o peixe no jornal, e eu voltei para casa feliz e contente, logo após botar o troco do peixe no bolso do meu


shortinho.


Chegando em casa fiz o que o bom senso manda, né? Botei o peixe num belo aquário"