Eu sou um milionário excêntrico. Eu estou sempre bancando o pé rapado, mas na verdade sou uma pessoa altamente extravagante. Daquelas que chegam a ofuscar o Sol, em determinados momentos.
Eu vou de ônibus para o trabalho e para os agitos porque eu quero, e não por condição. Mas, na real, isso não faz a menor diferença para mim. Até porque, se eu me meter em alguma enrascada realmente perigosa, é só eu assobiar que o meu fiel jatinho aparece para me salvar, tal qual o Silver do Zorro.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
gervásio netto
É a lei do mais forte, não é? Então não permitirei que batam em mim enquanto eu estiver dentro deste banheiro / vestiário. Eu serei o dono da lei. Eu serei a própria Lei! Com L maiúsculo mesmo. E bota maiúsculo nisso.
Agora todas as nossas vidas mudarão. Não só a minha, mas a de todos vocês. Por isso eu disse "nossas". Se não, eu diria "minha". Mas o que é minha, neste mundo em que este corpo com os qual tanto nos preocupamos é apenas empretado, um prazer temporário?
Apesar de que, vivemos em tal era de efemérides que qualquer meia hora torna-se uma eternidade. Imagina alguns anos e anos a fio...
Tudo o que ocorrer nesse meio tempo é meu, meu e só meu!
E pode acreditar em mim, por incrível que pareça. nunca perdi o meu tempo dedicando-me à leitura de Kardek, o Cândido, Gasparetto ou Paulo Coelho. Mas as frases feitas e as reflexões clichê à la "Minutos de Sabedoria" têm essa característica muy interessante, de serem facilmente assimiláveis por pessoas de qualquer classe social ou credo. Até mesmo para aquelas pessoas que não tem credo algum, como este que vos fala.
E é assim que as pessoas se entendem, e fazem o caminho contrário ao do famoso ditado popular que diz que "os opostos se atraem". Ou seja, em português um pouco mais claro, porém não muito castiço: não interessa ao grosso da população, ao populacho, à Halé, procurar e se envolver com outras pessoas na busca de diferenças que as completem. Elas querem é se olhar no espelho, querem sempre "Mais do mesmo". Não era isso que você queria ouvir? Bondade sua me explicar, com tanta determinação, exatamente o que eu sinto, como eu penso e como sou. Eu realmente não sabia que pensava assim. E agora você quer um pedaço do país, mas queimaram o filme, queimaram o fi-i-ilme. Enquanto isso, na enfermaria, todos os doentes estão cantando sucessos populares, e todos os índios estão mortos...
E qualquer diferença, por menor que seja, pode causar um grande atrito, ainda que este não tenha a menor relevância para o desenvolvimento da civilização ocidental. Queres um exemplo? Mesmo se não quiseres, darei assim mesmo: duas vizinhas podem ter uma briga feia quando uma diz que o Xhandi é muito mais bonito do que o Dhema, e a outra diz exatamente o contrário.
E assim, toda aquela teoria do Ray Charles sobre o feijão, o repolho e a morte do John Lennon vão para o espaço, né?
Meditem, meditem, e depois dêem-me uma solução.
Agora todas as nossas vidas mudarão. Não só a minha, mas a de todos vocês. Por isso eu disse "nossas". Se não, eu diria "minha". Mas o que é minha, neste mundo em que este corpo com os qual tanto nos preocupamos é apenas empretado, um prazer temporário?
Apesar de que, vivemos em tal era de efemérides que qualquer meia hora torna-se uma eternidade. Imagina alguns anos e anos a fio...
Tudo o que ocorrer nesse meio tempo é meu, meu e só meu!
E pode acreditar em mim, por incrível que pareça. nunca perdi o meu tempo dedicando-me à leitura de Kardek, o Cândido, Gasparetto ou Paulo Coelho. Mas as frases feitas e as reflexões clichê à la "Minutos de Sabedoria" têm essa característica muy interessante, de serem facilmente assimiláveis por pessoas de qualquer classe social ou credo. Até mesmo para aquelas pessoas que não tem credo algum, como este que vos fala.
E é assim que as pessoas se entendem, e fazem o caminho contrário ao do famoso ditado popular que diz que "os opostos se atraem". Ou seja, em português um pouco mais claro, porém não muito castiço: não interessa ao grosso da população, ao populacho, à Halé, procurar e se envolver com outras pessoas na busca de diferenças que as completem. Elas querem é se olhar no espelho, querem sempre "Mais do mesmo". Não era isso que você queria ouvir? Bondade sua me explicar, com tanta determinação, exatamente o que eu sinto, como eu penso e como sou. Eu realmente não sabia que pensava assim. E agora você quer um pedaço do país, mas queimaram o filme, queimaram o fi-i-ilme. Enquanto isso, na enfermaria, todos os doentes estão cantando sucessos populares, e todos os índios estão mortos...
E qualquer diferença, por menor que seja, pode causar um grande atrito, ainda que este não tenha a menor relevância para o desenvolvimento da civilização ocidental. Queres um exemplo? Mesmo se não quiseres, darei assim mesmo: duas vizinhas podem ter uma briga feia quando uma diz que o Xhandi é muito mais bonito do que o Dhema, e a outra diz exatamente o contrário.
E assim, toda aquela teoria do Ray Charles sobre o feijão, o repolho e a morte do John Lennon vão para o espaço, né?
Meditem, meditem, e depois dêem-me uma solução.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
aos tubérculos
Mudar. Sim, é preciso mudar. É preciso comer couves-flores. É preciso fazer uma tremenda cara de idiota ao expressar todo o seu amor pela natureza que o cerca.
Ahhhh, mas que coisa... tem que ser sempre assim mesmo?
Cansaço, total falta de inspiração e / ou paciência, em tempos de soldado.
Por hoje é só, meus nada queridos, e banana pra vocês.
Ahhhh, mas que coisa... tem que ser sempre assim mesmo?
Cansaço, total falta de inspiração e / ou paciência, em tempos de soldado.
Por hoje é só, meus nada queridos, e banana pra vocês.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
... e ainda chamam isso de democracia...
É a cultura do esculacho, definitivamente e infelizmente. A seriedade e a consciência no agir transformaram-se em coisas do passado, relíquias sob o poder de cada vez menos pessoas. O bom é provocar uma peça em alguém, ainda que isso custe a vida da pessoa assustada. O que importa? Afinal, como dizem por aí, essa é a verdadeira cara do Brazil. Então tá. Já que é assim, vamos botar um sorriso com dois metros de pé direito na gengiva e mergulhemos cada vez mais fundo desse lamaçal de degradação e moral abaixo do nível marinho. Ah, Marinho...
Valores? Só se for os da bolsa de valores, ou então a preocupação em saber se afinal aumentou ou não o preço do caqui. É a eterna preocupação de saber se vale a pena passar a noite na fora, só para não se arriscar a ir dormir e quando voltar no dia seguinte ver que todos os gêneros a venda estão mais caros que no dia anterior.
Inflação, degradação, o que mais? Tantas coisas a esquentar a nossa cabeça, a nos deixar assim tão desgostosos com esta pátria outrora tão gentil. Fica difícil saber de qual das nossas mães devemos sentir mais pena: da nossa pátria mãe brazil, ou da igualmente descaralhada mãe natureza.
Ambas têm como principais algozes os mesmos elementos. E eu não preciso nem ser mais explícito para vocês saberem de quem eu estou falando, né? Quem der a resposta ganha um doce de abóbora, daqueles em forma de coração.
Valores? Só se for os da bolsa de valores, ou então a preocupação em saber se afinal aumentou ou não o preço do caqui. É a eterna preocupação de saber se vale a pena passar a noite na fora, só para não se arriscar a ir dormir e quando voltar no dia seguinte ver que todos os gêneros a venda estão mais caros que no dia anterior.
Inflação, degradação, o que mais? Tantas coisas a esquentar a nossa cabeça, a nos deixar assim tão desgostosos com esta pátria outrora tão gentil. Fica difícil saber de qual das nossas mães devemos sentir mais pena: da nossa pátria mãe brazil, ou da igualmente descaralhada mãe natureza.
Ambas têm como principais algozes os mesmos elementos. E eu não preciso nem ser mais explícito para vocês saberem de quem eu estou falando, né? Quem der a resposta ganha um doce de abóbora, daqueles em forma de coração.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
aventais
Que barbaridade é essa? Mas será que alguém pode me explicar que porcaria é essa que me deixa com a cabeça tão zonza? Será que é traquinagem de algum moleque que se faz de sonso? Será uma daquelas brincadeiras supostamente inocentes que no final das contas acabam por arruinar completamente a sua vida?
E o pior de tudo é que depois que a desgraça está feita, e se torna irremediável, tudo o que o menino consegue te responder é : "Foi mal aê.". Foi mal aê? Pô, é péssimo, isso sim, e olhe lá! É a prova absoluta de que a ingenuidade incipiente da adolescência é capaz de operar lamentáveis milagres! Não vou ficar aqui cagando intelectualidade de esquina citando aquela famosa frase de Shakespeare. Não sou do tipo que se presta a tais papelões. Daqueles que compram a coleção de música clássica que vem encartada na revista Caras e passa então a se sentir o maior gênio da humanidade. Tudo bem que o tal disco servirá mais como apoio de copo de cerveja do que para ser realmente apreciado enquanto música. Mas aí já é outro assunto para outro dia. Ou será que de repente não vale a pena enveredarmo-nos por ele agora, ainda que só um pouco?
É um tipo lamentável. Comprou um carro um pouquinho mais vistoso, e se mudou com a família para o Flamengo, num apartamento que sabe lá Deus o aperto pelo qual ele está a passar para poder manter esse padrão de vida, que na verdade, na verdade, não é nem dos mais suntuosos. Não perde uma oportunidade para empurrar ( aqui essa expressão é mais adequada do que "convidar") parentes de enésimo grau que seja para o seu apartamento dos sonhos.
E qual é a primeira coisa que ele faz assim que esses semidesconhecidos chegam ao seu suposto palacete? Bingo! Esconde mais que correndo todos os seus discos de samba e pagode e bota logo um dos tais discos de música clássica. CD, claro. Porque vinil pra ele é algo de um passado do qual ele faz questão de esquecer. Da época em que ele comia seu feijão com arroz e ovo de olhos fechados, que é pra imaginar que tá comendo caviar da mais fina espécie. Não consegue esconder que a sua filha chatinha é fã de artistinhas de segunda como a Madonna. De quem, aliás, ela tem todos os discos. Porque é sempre assim. Na casa dele todo mundo tem tudo do artista que gosta. Ou pelo menos assim ele diz. E aí, como fica? É a sua palavra contra a dele?
E o pior de tudo é que depois que a desgraça está feita, e se torna irremediável, tudo o que o menino consegue te responder é : "Foi mal aê.". Foi mal aê? Pô, é péssimo, isso sim, e olhe lá! É a prova absoluta de que a ingenuidade incipiente da adolescência é capaz de operar lamentáveis milagres! Não vou ficar aqui cagando intelectualidade de esquina citando aquela famosa frase de Shakespeare. Não sou do tipo que se presta a tais papelões. Daqueles que compram a coleção de música clássica que vem encartada na revista Caras e passa então a se sentir o maior gênio da humanidade. Tudo bem que o tal disco servirá mais como apoio de copo de cerveja do que para ser realmente apreciado enquanto música. Mas aí já é outro assunto para outro dia. Ou será que de repente não vale a pena enveredarmo-nos por ele agora, ainda que só um pouco?
É um tipo lamentável. Comprou um carro um pouquinho mais vistoso, e se mudou com a família para o Flamengo, num apartamento que sabe lá Deus o aperto pelo qual ele está a passar para poder manter esse padrão de vida, que na verdade, na verdade, não é nem dos mais suntuosos. Não perde uma oportunidade para empurrar ( aqui essa expressão é mais adequada do que "convidar") parentes de enésimo grau que seja para o seu apartamento dos sonhos.
E qual é a primeira coisa que ele faz assim que esses semidesconhecidos chegam ao seu suposto palacete? Bingo! Esconde mais que correndo todos os seus discos de samba e pagode e bota logo um dos tais discos de música clássica. CD, claro. Porque vinil pra ele é algo de um passado do qual ele faz questão de esquecer. Da época em que ele comia seu feijão com arroz e ovo de olhos fechados, que é pra imaginar que tá comendo caviar da mais fina espécie. Não consegue esconder que a sua filha chatinha é fã de artistinhas de segunda como a Madonna. De quem, aliás, ela tem todos os discos. Porque é sempre assim. Na casa dele todo mundo tem tudo do artista que gosta. Ou pelo menos assim ele diz. E aí, como fica? É a sua palavra contra a dele?
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
cajum
Chiquiho & Marieta viviam em um comcumbinto pra lá de estável há mais de três décadas. Tiveram filhas que se espelhavam na sagacidade e sabedoria dos pais. Moravam felizes e contentes no seu condomínio fechado na Barra da Tijuca. Um belo dieta Chiquinho estava voltando com sua companheira do jogging quando o vigia na guarita o chamou:
"Chiquinho, teve uma senhora o procurando. Ela esteve aqui há uns quinze minutos".
Chiquinho, que não esperava nenhuma espécie de visita, perguntou ao guariteiro de quem se tratava.
"Ah, ela deixou aqui um papel com o telefone, e pediu pro senhor ligar com urgência. É um nome estranho, Poeniques..."
Memso com a pra lá de repreensível pronúncia do guariteiro, Chiquinho logo descobriu de quem se tratava. Mesmo com a terrível sensação de gato que quebrou a jarra, ele encontrou forças para corrigir educadamente o guariteiro:
"Ah, sim. Escreve-se Phoenix, mas pronuncia-se Fênix.Vem da mitologia"
"É?" disse incrédulo o guariteiro. "Não foi isso que ela falou não. Ela disse que te conheceu há muitos e muitos anos atrás, nas domingueiras em Madureira, onde voc~es moravam na mais tenra juventude".
"Madureira? Ah, não. Me desculpa, meu rapaz, mas há algum engano aí. Eu sempre morei aqui na Barra da Tijuca, desde criancinha. Entenda bem uma coisa, ô falador de Poeniques, EU NÃO SOU UM EMERGENTE!!", disse Chiquinho com as veias quase estourando do seu pescoço, e os olhos cor de ardósia com uma expressão que chegava às raias da crudelidade.
"Chiquinho, teve uma senhora o procurando. Ela esteve aqui há uns quinze minutos".
Chiquinho, que não esperava nenhuma espécie de visita, perguntou ao guariteiro de quem se tratava.
"Ah, ela deixou aqui um papel com o telefone, e pediu pro senhor ligar com urgência. É um nome estranho, Poeniques..."
Memso com a pra lá de repreensível pronúncia do guariteiro, Chiquinho logo descobriu de quem se tratava. Mesmo com a terrível sensação de gato que quebrou a jarra, ele encontrou forças para corrigir educadamente o guariteiro:
"Ah, sim. Escreve-se Phoenix, mas pronuncia-se Fênix.Vem da mitologia"
"É?" disse incrédulo o guariteiro. "Não foi isso que ela falou não. Ela disse que te conheceu há muitos e muitos anos atrás, nas domingueiras em Madureira, onde voc~es moravam na mais tenra juventude".
"Madureira? Ah, não. Me desculpa, meu rapaz, mas há algum engano aí. Eu sempre morei aqui na Barra da Tijuca, desde criancinha. Entenda bem uma coisa, ô falador de Poeniques, EU NÃO SOU UM EMERGENTE!!", disse Chiquinho com as veias quase estourando do seu pescoço, e os olhos cor de ardósia com uma expressão que chegava às raias da crudelidade.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
as lâminas paralelas do cantor de soul/funk
Dizem que se você quer ser cantor tens que cantar desde a mais tenra idade, de preferência freqüentando programas de calouros na televisão brasileira. E se você insistir muito pode até se tornar um grande sucesso da música italiana. Esse é o grande sonho de qualquer cantor. Já pensou? Se tornar o sucessor de Pepino di Capri? É muita coisa, não é mesmo?
Não vou escrever mais nada hoje, e não há quem me obrigue a fazer o contrário. E ponto final.
Não vou escrever mais nada hoje, e não há quem me obrigue a fazer o contrário. E ponto final.
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