falar é fácil, muito mais fácil do que pensar, aliás. Falar até os papagaios falam. Mas peça para ele fazer uma soma elementar de dois mais três, ou então chegue para ele e fale: "Quem de vinte cinco tira fica...". O máximo que ele vai lhe repsonder vai ser uma série de palavrões que ele decorou de tanto ouvir o seu Manoel da padaria soltando desaforos a seus clientes a torto e a direito. Ou então ele vai olhar para a sua face e vai dizer que quer um biscoito. E lá vai você, idiota como é, e dá um biscoitinho para esse diabo verde. Assim que ele termina de comer, ele vai e repete a frase famosa. E lá vai você e dá outro biscoito pro bicho. E assim sucessivamente.
E como termina essa estória? Simples. Dias depois você está na mais completa miséria, e o papagaio está quase estourando de tão gordo. Daí então você tem a não muito brilhante idéia de vendê-lo para o açougue.
Espera aí. É isso mesmo que você disse? Vender o papagaio para o açougue?
Ô, seu pedaço de animal quadrúpede! De onde você tirou uma idéia tão imbecil? Alguma vez você viu alguma carniceria que tivesse na sua porta uma tabuleta com dizeres assim: " Vendemos carne de papagaio! Sim, isso mesmo, meu senhor, minha senhora! Não deixem de experimentar! É um verdadeiro baile de gala para o seu paladar!". Eu, pelo menos, na minha mais que tacanha experiência de vida, nunca vi nem consigo imaginar uma cena tão ridícula e improvável como essa. Se você consegue tudo bem. Vá em frente com essa sua idéia bizarra.
O céu é o limite para você. Você é aquele que ao bater palmas faz com que caia um temporal daqueles sem que antes houvesse sequer uma nuvem interferindo na visão de um céu mais que azul. Já que você é esse que pode tudo, vá lá. Mostre todos os seus novos passos de dança, a sua coreografia arrojada. Faça um C com as pernas, como mais ninguém consegue fazer. E se o açougue realmente aceitar o seu papagio e vendê-lo como uma fina iguaria me avise e diga em qual carniceria ele está sendo vendido, para que eu tome as minhas precauções e não passe nem perto.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Raimundinho da Lua
Se você é um entusiasta ardoroso dos quadrinhos (ou HQ, para quem tem preguiça de falar e/ou escrever), não perca as incríveis aventuras de João Monetário. Ele é um banqueiro muito louco que está sempre envolvido nas maiores enrascadas, e aprontando confusões tamanho família. Não perca as suas mirabolantes tiras, que são publicadas diariamente na Gazeta Mercantil e no Jornal do Commercio.
Tem um antigo ditado (ou um velho deitado, segundo alguns) que diz mais ou menos assim: "Quem dá aos pobres empresta a Deus". Como se Deus se importasse com dinheiro ou quaisquer outros bens materiais...mas, vá lá. Pois eu agora, neste exato momento, crio um novo deitado: "Quem dá aos ricos é babaca e só pode estar querendo aparecer". É o outro lado da moeda. Daí então você pergunta: e onde está o ar bonachão e reconfortante do velho deitado? E eu te respondo com uma outra pergunta: Para quê? Já paraste para pensar que os nossos tempos são bem diferentes daqueles em que foram criados velhos deitados como o anteriormente citado?
Quando alguém abre a boca para falar em empréstimo pensamos logo em uma agiotagem braba que cobra juros pra lá de abusivos, e que se você não pagar no prazo previamente estipulado corre o risco de ter a sua casa metralhada, toda a sua família tomada pela insegurança e pelo terror... e por aí vai. Ou então pensamos em pessoas mortas alardeando as qualidades de instituições duvidosas como Losango, Banco Cacique, Banco Um, Pousada, e etcetera e tal. Quem roubou o meu berimbau? Só pode ter sido o Caximbau!
Tem um antigo ditado (ou um velho deitado, segundo alguns) que diz mais ou menos assim: "Quem dá aos pobres empresta a Deus". Como se Deus se importasse com dinheiro ou quaisquer outros bens materiais...mas, vá lá. Pois eu agora, neste exato momento, crio um novo deitado: "Quem dá aos ricos é babaca e só pode estar querendo aparecer". É o outro lado da moeda. Daí então você pergunta: e onde está o ar bonachão e reconfortante do velho deitado? E eu te respondo com uma outra pergunta: Para quê? Já paraste para pensar que os nossos tempos são bem diferentes daqueles em que foram criados velhos deitados como o anteriormente citado?
Quando alguém abre a boca para falar em empréstimo pensamos logo em uma agiotagem braba que cobra juros pra lá de abusivos, e que se você não pagar no prazo previamente estipulado corre o risco de ter a sua casa metralhada, toda a sua família tomada pela insegurança e pelo terror... e por aí vai. Ou então pensamos em pessoas mortas alardeando as qualidades de instituições duvidosas como Losango, Banco Cacique, Banco Um, Pousada, e etcetera e tal. Quem roubou o meu berimbau? Só pode ter sido o Caximbau!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
atarantellos do sul
Vocês com certeza devem se lembrar de um antigo reclame que passava em nossos televisores nos anos 80, muito aclamado pelos telexpectorantes em todo o Brasil. O produto em questão eram as lentes bifocais Varilux, modelo Vip 60, e quem atuava nesse filme publicitário era um dos maiores gênios (por que não?) da TV brasileira, Francisco Anísio de Paula. Mas eu não estou aqui hoje para falar sobre o grande brilho desse artista, e nem para exaltar a ótima qualidade desse modelo de lentes de contacto.
o que de fato me deixa com a pulga atrás da orelha em relação a isso tudo é o final da fala do senhor Francisco nesse anúncio televisivo. Ao longo da propaganda ele fala maravilhas sobre a lente, só falta dizer que elas tem o poder de raio X. E no final Chico Anísio, muito sensato e mostrando o seu grande senso de responsabilidade para com o seu público cativo, recomenda a que antes de sair comprando a tal lente como se fosse meia dúzia de peras william ou de manga palmer eles consultem o oftalmlogista. Até aí tudo bem. Mas a sentença que ele profere depois é que dá margem a várias argumentações, e disso eu sei que você gosta. Pra que tudo fique mais claro e elucidativo, vou transcrever aqui o que ele fala no final do anúncio:
"...fale com o seu oftalmologista. Ele sabe o que é bom."
Quando ele fala na propaganda, ele dá ênfase à palavra ELE. ou seja, eleva o especialista nesse campo da medicina à categoria de grande detentor da verdade absoluta e universal. Ou seja, se você não teve a grande sorte de nascer oftalmologista... é mais um da ralé, da escória humana. Não importa se você é um vendedor de balas de alfenim, dono de confecção infantil, presidente da maior potência do mundo ou mesmo treinador de badminton.
E outra coisa não menos importante: "sabe o que é bom"? Imagine essa situação. você vai na discoteca, começa a conversar com uma pessoa do sexo oposto que você acha muito atraente e interessante, mas fica na dúvida se no momento atual da sua vida você deve se envolver com alguém. O que você faz? pede licença a essa persona dizendo que vai ao banheiro rapidinho e na verdade vai ligar pro seu oftalmologista pra que ele te diga o que é bom numa situação dessas? O que ele vai te dizer? Pra ficar de olhos bem abertos? Pra se envolver, e se a pessoa fizer ou falar alguma besteira você fazer vista grossa? Pra se vocês realmente se envolverem muito quando for comprar as coisas pro seu futuro lar você não comprar nada a prestação, só à vista?
E mais: e se você não tiver oftalmologista? Vai ter que às pressas procurar um que você possa chamar de seu? E se você tá na discoteca nessa situação e não tem celular ou deixou em casa, e o local não tem nenhum orelhão por perto e nem um amigo à vista (opa, essa é uma das palavras chave de hoje, sendo que outras não são de bom tom falar aqui agora) para pedir o celular emprestado por dois minutinhos e meio, no máximo? Você fica como? No mato sem cachorro? Como você fará para ver uma luz no fim do túnel? Aceito sugestões para resolver essa problemática pré-socrática.
o que de fato me deixa com a pulga atrás da orelha em relação a isso tudo é o final da fala do senhor Francisco nesse anúncio televisivo. Ao longo da propaganda ele fala maravilhas sobre a lente, só falta dizer que elas tem o poder de raio X. E no final Chico Anísio, muito sensato e mostrando o seu grande senso de responsabilidade para com o seu público cativo, recomenda a que antes de sair comprando a tal lente como se fosse meia dúzia de peras william ou de manga palmer eles consultem o oftalmlogista. Até aí tudo bem. Mas a sentença que ele profere depois é que dá margem a várias argumentações, e disso eu sei que você gosta. Pra que tudo fique mais claro e elucidativo, vou transcrever aqui o que ele fala no final do anúncio:
"...fale com o seu oftalmologista. Ele sabe o que é bom."
Quando ele fala na propaganda, ele dá ênfase à palavra ELE. ou seja, eleva o especialista nesse campo da medicina à categoria de grande detentor da verdade absoluta e universal. Ou seja, se você não teve a grande sorte de nascer oftalmologista... é mais um da ralé, da escória humana. Não importa se você é um vendedor de balas de alfenim, dono de confecção infantil, presidente da maior potência do mundo ou mesmo treinador de badminton.
E outra coisa não menos importante: "sabe o que é bom"? Imagine essa situação. você vai na discoteca, começa a conversar com uma pessoa do sexo oposto que você acha muito atraente e interessante, mas fica na dúvida se no momento atual da sua vida você deve se envolver com alguém. O que você faz? pede licença a essa persona dizendo que vai ao banheiro rapidinho e na verdade vai ligar pro seu oftalmologista pra que ele te diga o que é bom numa situação dessas? O que ele vai te dizer? Pra ficar de olhos bem abertos? Pra se envolver, e se a pessoa fizer ou falar alguma besteira você fazer vista grossa? Pra se vocês realmente se envolverem muito quando for comprar as coisas pro seu futuro lar você não comprar nada a prestação, só à vista?
E mais: e se você não tiver oftalmologista? Vai ter que às pressas procurar um que você possa chamar de seu? E se você tá na discoteca nessa situação e não tem celular ou deixou em casa, e o local não tem nenhum orelhão por perto e nem um amigo à vista (opa, essa é uma das palavras chave de hoje, sendo que outras não são de bom tom falar aqui agora) para pedir o celular emprestado por dois minutinhos e meio, no máximo? Você fica como? No mato sem cachorro? Como você fará para ver uma luz no fim do túnel? Aceito sugestões para resolver essa problemática pré-socrática.
domingo, 11 de janeiro de 2009
portinholas
u agora vou ser mercenário. definitivamente virei mercenário. não vou me levantar, me escovar , bocejar, me alongar por menos de quinhentas pratas. das americanas. as verdadeiras verdinhas.
não vou passar a minha vida inteira trabalhando com madeira. nem chegue perto de mim com grumixava!
e nas horas vagas eu vou matar uma grega.
não vou passar a minha vida inteira trabalhando com madeira. nem chegue perto de mim com grumixava!
e nas horas vagas eu vou matar uma grega.
vombate
se eu pudesse nem me levantava da cama hoje. hoje o meu despertar foi com um certo sabor de forceps. aliás tem sido assim quase todos os dias, entre segunda e sexta-feira. sábado geralmente tem um suave gosto de ônix. e domingo fica no meio termo, com um quê de alcalino.
quantas semanas faltam para as tão desejadas férias? quantas pratas são precisas para emendar aquela falha terrível de atenção? a clientela do inferno se fez presente, impossível não notá-los. olha só como eles nos abordam! se eu pudesse nunca mais os veria na minha frente! provocam-me asco, e eu tenho certeza absoluta de que tudo isso é intencional.
mas vocês vão passar e eu vou ficar. eu tenho na minha herança genética o vigor do babalaô, só não tenho na minha constituição física uma parcela de petróleo, como diz a boca miúda em relação a esse chiclete.
por falar nisso, qual seria a utilidade de um martelo em uma loja de doces? creio eu que seria a mesma que esse objeto teria em uma banca de jornais, por exemplo. ou então na casa da senhora sua mão, ou na casa da senhorita sua tia, como queira. ou na sua própria casa, se é que vives sob algum teto. e qual seria a sua utilidade? rodar no ar gritando que és thor, até acertar a testa do primeiro moleque desavisado que passar por perto. e depois terás que levá-lo para o agarran.
brabham! brabham!! o motociclismo na história da sociedade judaica. para eles é muito mais aprazível andar em uma moto do que em um fusca. captou a mensagem histórica? nós judeus explodimos de alegria em 1986 no méxico. andando de motocicleta paramos em frente a uma casa e abrimos a sua porta. e quando a abrimos, quem aparece?
a vaca amarela.
que não rima com "filho do capeta". lambreta sim. mas nós não gostamos de lambreta. nós não nos enfiamos em um paletó quente num calor que ultrapassa os quarenta graus na sombra. nós gostamos é de motocicleta, ou então de qualquer carro que não seja um fusca. captou agora, finalmente, o sentido histórico dessa afirmação? está sentindo o teor desta mensagem?
estou eu um azougue? ou um mero palerma que está perdendo a noção da realidade?
você sim. nunca foi das pessoas mais lúcidas, e agora olhe-se no espelho. e o pior de udo é que você pensa que é uma pessoa das mais normais, gente como a gente, kramer versus kramer. desista. pegue a grana e faça o devido ressarcimento. chupe a minha energia até os ossos você também! vem!
quantas semanas faltam para as tão desejadas férias? quantas pratas são precisas para emendar aquela falha terrível de atenção? a clientela do inferno se fez presente, impossível não notá-los. olha só como eles nos abordam! se eu pudesse nunca mais os veria na minha frente! provocam-me asco, e eu tenho certeza absoluta de que tudo isso é intencional.
mas vocês vão passar e eu vou ficar. eu tenho na minha herança genética o vigor do babalaô, só não tenho na minha constituição física uma parcela de petróleo, como diz a boca miúda em relação a esse chiclete.
por falar nisso, qual seria a utilidade de um martelo em uma loja de doces? creio eu que seria a mesma que esse objeto teria em uma banca de jornais, por exemplo. ou então na casa da senhora sua mão, ou na casa da senhorita sua tia, como queira. ou na sua própria casa, se é que vives sob algum teto. e qual seria a sua utilidade? rodar no ar gritando que és thor, até acertar a testa do primeiro moleque desavisado que passar por perto. e depois terás que levá-lo para o agarran.
brabham! brabham!! o motociclismo na história da sociedade judaica. para eles é muito mais aprazível andar em uma moto do que em um fusca. captou a mensagem histórica? nós judeus explodimos de alegria em 1986 no méxico. andando de motocicleta paramos em frente a uma casa e abrimos a sua porta. e quando a abrimos, quem aparece?
a vaca amarela.
que não rima com "filho do capeta". lambreta sim. mas nós não gostamos de lambreta. nós não nos enfiamos em um paletó quente num calor que ultrapassa os quarenta graus na sombra. nós gostamos é de motocicleta, ou então de qualquer carro que não seja um fusca. captou agora, finalmente, o sentido histórico dessa afirmação? está sentindo o teor desta mensagem?
estou eu um azougue? ou um mero palerma que está perdendo a noção da realidade?
você sim. nunca foi das pessoas mais lúcidas, e agora olhe-se no espelho. e o pior de udo é que você pensa que é uma pessoa das mais normais, gente como a gente, kramer versus kramer. desista. pegue a grana e faça o devido ressarcimento. chupe a minha energia até os ossos você também! vem!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
vinte e sete
Um monte de ferro retorcido de bronze. Vais me dizer que isso merece o nome que tem? "São Jorge matando o perigoso dragão no lado brilhante da Lua". Francamente. Se vocês vissem... eu não dou uma semana pra essa coisa hedionda ser toda grafitada. Não que eu vá fazer isso, pois esse tipo de coisa não é do meu feitio. Mas, tão certo quanto eu tenho duas mãos e o Sol nos recompensa com a sua calorosa essência todos os dias, aquela aberração criada pelo homem será devidamente, digamos, esculachada. Algumas pessoas chegam para mim e falam: "Mas será possível que em tudo você vê sempre algo ruim, pessimista, negativo? Nunca te vejo falando ou escrevendo bem sobre alguma coisa. Aliás, aí está o xis da questão: escreves muito mal. Pareces um semi analfabeto. Tens tanta intimidade com as letras e os números quanto eu tenho com as mulheres". Depois desse comentário singelo vindo da parte de um de meus melhores amigos (imagina se ele fosse o meu inimigo...) eu tive que responder: "Em primeiro lugar: já viste o mundo e a sociedade que nos rodeiam? Eu vou falar bem de quê? E de quem? De você? Logo de quem... Uma dessas pessoas asquerosas que têm aquele péssimo hábito de aproveitar a primeira oportunidade para tentar botar o meu ego ao nível das minhocas! Acho isso horrível. Gente que abusa daquele ditado de que quem avisa amigo é. Usa isso como pretexto para todo tipo de agressão verbal. E depois ainda teria coragem de reclamar se eu perdesse a paciência e partisse pra agressão física. Como se eu não tivesse razão suficiente pra isso. Olha, vou te dizer uma coisa, e vou dizer isso só uma vez: dá o pira. Meia volta, volver, e nunca mais apareça na minha frente." foi bem assim. Desde então a minha vida mudou.
Querem acabar com a cultura, mais precisamente com a minha cultura, que não é das mais privilegiadas. Eles querem me deixar em tal estado que eu acabe votando no Collor, no Afif, no Caiado, aquele do Cavalo Branco. Lembram-te disso? Quem? Quem? Quem? Queen?
Querem acabar com a cultura, mais precisamente com a minha cultura, que não é das mais privilegiadas. Eles querem me deixar em tal estado que eu acabe votando no Collor, no Afif, no Caiado, aquele do Cavalo Branco. Lembram-te disso? Quem? Quem? Quem? Queen?
folksterismo
nestes dias eu estive passeando em plagas litorãneas. daí você me pergunta: o que comeste esses dias? e eu te respondo: camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, 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