domingo, 11 de janeiro de 2009

vombate

se eu pudesse nem me levantava da cama hoje. hoje o meu despertar foi com um certo sabor de forceps. aliás tem sido assim quase todos os dias, entre segunda e sexta-feira. sábado geralmente tem um suave gosto de ônix. e domingo fica no meio termo, com um quê de alcalino.

quantas semanas faltam para as tão desejadas férias? quantas pratas são precisas para emendar aquela falha terrível de atenção? a clientela do inferno se fez presente, impossível não notá-los. olha só como eles nos abordam! se eu pudesse nunca mais os veria na minha frente! provocam-me asco, e eu tenho certeza absoluta de que tudo isso é intencional.

mas vocês vão passar e eu vou ficar. eu tenho na minha herança genética o vigor do babalaô, só não tenho na minha constituição física uma parcela de petróleo, como diz a boca miúda em relação a esse chiclete.

por falar nisso, qual seria a utilidade de um martelo em uma loja de doces? creio eu que seria a mesma que esse objeto teria em uma banca de jornais, por exemplo. ou então na casa da senhora sua mão, ou na casa da senhorita sua tia, como queira. ou na sua própria casa, se é que vives sob algum teto. e qual seria a sua utilidade? rodar no ar gritando que és thor, até acertar a testa do primeiro moleque desavisado que passar por perto. e depois terás que levá-lo para o agarran.

brabham! brabham!! o motociclismo na história da sociedade judaica. para eles é muito mais aprazível andar em uma moto do que em um fusca. captou a mensagem histórica? nós judeus explodimos de alegria em 1986 no méxico. andando de motocicleta paramos em frente a uma casa e abrimos a sua porta. e quando a abrimos, quem aparece?

a vaca amarela.

que não rima com "filho do capeta". lambreta sim. mas nós não gostamos de lambreta. nós não nos enfiamos em um paletó quente num calor que ultrapassa os quarenta graus na sombra. nós gostamos é de motocicleta, ou então de qualquer carro que não seja um fusca. captou agora, finalmente, o sentido histórico dessa afirmação? está sentindo o teor desta mensagem?

estou eu um azougue? ou um mero palerma que está perdendo a noção da realidade?

você sim. nunca foi das pessoas mais lúcidas, e agora olhe-se no espelho. e o pior de udo é que você pensa que é uma pessoa das mais normais, gente como a gente, kramer versus kramer. desista. pegue a grana e faça o devido ressarcimento. chupe a minha energia até os ossos você também! vem!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

vinte e sete

Um monte de ferro retorcido de bronze. Vais me dizer que isso merece o nome que tem? "São Jorge matando o perigoso dragão no lado brilhante da Lua". Francamente. Se vocês vissem... eu não dou uma semana pra essa coisa hedionda ser toda grafitada. Não que eu vá fazer isso, pois esse tipo de coisa não é do meu feitio. Mas, tão certo quanto eu tenho duas mãos e o Sol nos recompensa com a sua calorosa essência todos os dias, aquela aberração criada pelo homem será devidamente, digamos, esculachada. Algumas pessoas chegam para mim e falam: "Mas será possível que em tudo você vê sempre algo ruim, pessimista, negativo? Nunca te vejo falando ou escrevendo bem sobre alguma coisa. Aliás, aí está o xis da questão: escreves muito mal. Pareces um semi analfabeto. Tens tanta intimidade com as letras e os números quanto eu tenho com as mulheres". Depois desse comentário singelo vindo da parte de um de meus melhores amigos (imagina se ele fosse o meu inimigo...) eu tive que responder: "Em primeiro lugar: já viste o mundo e a sociedade que nos rodeiam? Eu vou falar bem de quê? E de quem? De você? Logo de quem... Uma dessas pessoas asquerosas que têm aquele péssimo hábito de aproveitar a primeira oportunidade para tentar botar o meu ego ao nível das minhocas! Acho isso horrível. Gente que abusa daquele ditado de que quem avisa amigo é. Usa isso como pretexto para todo tipo de agressão verbal. E depois ainda teria coragem de reclamar se eu perdesse a paciência e partisse pra agressão física. Como se eu não tivesse razão suficiente pra isso. Olha, vou te dizer uma coisa, e vou dizer isso só uma vez: dá o pira. Meia volta, volver, e nunca mais apareça na minha frente." foi bem assim. Desde então a minha vida mudou.

Querem acabar com a cultura, mais precisamente com a minha cultura, que não é das mais privilegiadas. Eles querem me deixar em tal estado que eu acabe votando no Collor, no Afif, no Caiado, aquele do Cavalo Branco. Lembram-te disso? Quem? Quem? Quem? Queen?

folksterismo

nestes dias eu estive passeando em plagas litorãneas. daí você me pergunta: o que comeste esses dias? e eu te respondo: camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, camarão, 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camarão, ca

viseiras de fogo

Imagine você a seguinte situação:

Anos 80. Franceso Buarq, de shortinho silze, só tem dois cruzeiros na pochete, e não sabe se com essa dinheirama compra uma fita cassete dos Engenheiros do Hawaii, um compacto do RPM, ou um sanduíche de queijo.

Certamente, munida de uma saraivada de preconceitos, a maioria dirá que a melhor escolha de Chiquitito seria ir pela terceira bifurcação. E completariam assim essa lina de raciocínio:

"Ah, sim, e com uma talagada generosa de manteiga. E esquentado na chapa, se possível. Se não for pedir muito, gostaria de complementar o meu banquete com um copo abarrotadinho de refresco de frutas e como sobremesa um bem servido porrão de doce..."

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

a moderneira

Assim como o pra lá de ido poetinha Carlos Dimõ de Andrade demonstrou o seu aval intelectual ao então nascente (aqui no Brasil, aos olhos da grande mídia) movimento punk lá pelas plagas de final dos anos 70 / início da década de oitenta, Francesco Buarq d'Ollaynez Morelembaum III (sim, ele mesmo, o Chiquinho) levantou aos quatro ventos a bandeira do movimento House e da música dance de uma forma geral lá pelo finalzinho dos anos 80, mais exatamente em meados de 1990.

O que pouca gente sabe (ou pelo menos demonstra ignorar, por conveniência ou não, vai saber...) é que antes mesmo de gravar o divisor de águas de sua carreira, o CD Paratodos & Zé Trovão, a volta de Tutti-Frutti, Chiquinho teve discussões mais que acaloradas com o pessoal da gravadora RGE, pois ele queria porque queria lançar o seu próprio disco de música dance, seguindo as tendências mais modernas do período.

Nessa época era fácil encontrar o meu, o seu, o nosso Chiquinho até altas horas da madrugada na boite Help! cheirando até ficar azul e balançando ininterruptamente o seu corpinho delgado ao som do mais infernal dos chacunduns. Foi nessa época em que o recém-desquitado Chiquinho fez a festa dos baluartes da imprensa marrom, com pérolas como essa: " Bicho, o House é a nova pipoca da juventude, e eu sou extremamente jovem! É música pra ficar doidããã~~aããão..."

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

magnésio 68

agora, meninos e meninos, sentem-se e prestem muita atenção, pois contarei para vocês a história do vietnã.
foi bem assim:

o Vietnã foi descoberto em 1963 pelos americanos. esses já chegaram mandando balas e granadas pra cima dos nativos. a invasão começou pelo sul do país, onde a população tinha fama de ser mais dócil e volúvel. tudo isso o exército americano já sabia graças a informantes vindos de outros povos de olhos puxados.
como todo bom colonizador, os gringos impuseram a todo custo as suas crenças, seus hábitos, e, principalmente, a sua língua enrolada. os vietnamitas foram forçados a botar whiskey na feijoada e a tirar o seu samba das paradas. everybody! do you like?
não demorou muito tempo para que houvesse uma forte reação negativa a essa colonização. Afinal, não estávamos mais nos séculos XV e XVI, época das grandes colonizações, das conquistas ultramarinas. tomar uma atitude dessas em pleno século XX era um perigo. Mesmo dentro dos próprios estados unidos da vila isabel essa reação era fortíssima.
a garotada mutcho loca e prafrentex deixou o cabelo crescer, trocou o 752 da vulcabrás por sandálias samoa e / ou rider. a moda agora era ser contra o vietnã. vamos acabar logo com isso, bicho. deixa esse tal de vietnã pra lá. pra que ficar transando essa violência toda? e assim estava armado o circo.
circo é pouco. uma molecada vanessa da mata demais, muito... bom, chega de cita rnomes, pois senão vai ser mais briga ainda que eu vou comprar. pra bom entendendor, meia palavra basta. quem tiver que entender, entendeu. quem não precisar entender, é só continuar lendo e acompanhando a estorinha. que nem naquele filme, o veredicto.
tamanha foi a pressão que em 1975 acabou o vietnã. foi mais ou menos uma década depois disso que acabou o japão também.

domingo, 4 de janeiro de 2009

8

Alguém pode me explicar qual é a graça de feriados como o Sábado de Aleluia e o Domingo de Ramos? Não seria bem melhor se fossem, por exemplo, segunda-feira de Aleluia e terça-feira de Ramos? Especialmente se fossem um dia seguido do outro... Já pensaram? Hein? Hein?

Discordo completamente do viadinho lá do Caio Blat, que foi num programa de tv reclamar dizendo que temos muitos feriados. Ledo engano, jovem rapazinho afeminado da Zona Suda. Eu acho que tem até muito pouco.

E eu tenho certeza que muitos compartilham da mesma opinião que eu. Tirando é claro, gente da sua laia. Um chico buarki da vida, por exemplo...